É possível ocorrer o retorno do câncer mesmo após um tratamento que os médicos consideram “bem sucedido”, sendo este o evento que chamamos de recidiva tumoral, ou recorrência tumoral.

Mesmo após o tratamento inicial algumas células cancerígenas podem permanecer no corpo, podendo ser muito pequenas para serem detectadas pelos exames de imagem ou mesmo podendo estar em um estado de “dormência”, simplificadamente falando e, com o tempo, elas podem se multiplicar novamente e levar à recorrência da doença.

É justamente visando evitar esse efeito que muitas vezes indicamos tratamentos complementares após a cirurgia, como a quimioterapia adjuvante por exemplo, justamente em doenças em que sabemos que o risco de essas células existirem circulando pelo corpo é maior e, portanto, seu risco de recidiva também.

Outro aspecto fundamental de mencionar é que alguns fatores de risco associados ao câncer podem persistir mesmo após o tratamento, aumentando o risco de recorrência. Isso inclui tabagismo, exposição a substâncias cancerígenas, obesidade, dieta inadequada, falta de atividade física e outros hábitos de vida pouco saudáveis, por exemplo. Porém, por vezes, fatores que levaram a um determinado tipo de tumor (por exemplo, na boca), podem também levar a um novo tumor, ou um “segundo primário” em outro local, como no esôfago, e é fundamental reconhecer se estamos lidando com a recidiva, ou com outra nova doença.

“O que faz o câncer ser câncer” é justamente a sua capacidade de se espalhar para outras partes do corpo, formando metástases, e é isso que justifica, independente do estadiamento da sua doença, um acompanhamento atento e periódico por anos e anos após o seu tratamento. Geralmente o risco de recidiva é maior nos primeiros 2 anos, podendo estender-se até nosso “período de ouro” de 5 anos, sendo a palavra “cura” geralmente utilizada retrospectivamente, quando olhamos para os últimos 5 anos e constatamos que a doença realmente não voltou.

Atenção: essa regra NÃO vale para todos os tipos de tumores, e lembre-se que estamos falando de estatísticas, mas mesmo após esse período é possível que recidivas ocorram. Consulte e converse sempre o seu médico.

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